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Acadêmicos fazem mutirão para limpar águas de lagoa

O trabalho voluntário visa retirar algas da superfície do lago do Parque Municipal de Montes Claros

Melhorar a qualidade das águas da Lagoa do Parque Municipal Milton Prates em Montes Claros. Com este objetivo, alunos e professores do Curso de Engenharia Ambiental das Faculdades Santo Agostinho (Fasa) estão retirando as algas localizadas na superfície. A ação começou na terça-feira (26), e teve continuidade na tarde desta quinta-feira (28).

Trata-se de um trabalho voluntário, coordenado pela professora das disciplinas de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos e Qualidade das Águas e Epidemiologia, Mônica Durães. Segundo ela, essa é a primeira vez que é registrado esse excesso de algas na lagoa do Parque Municipal. “Este fenômeno é denominado de fluoração das algas, é a primeira vez que ele acontece por aqui. Muitas pessoas as confundem com banco de areia ou lançamento de afluentes.  Na verdade, elas ficam no fundo da lagoa, e vêm para a superfície em busca de oxigênio. Há cerca de um mês nós convidamos os alunos do nosso grupo de estudos para ajudarem na limpeza. Então, reunimos um material improvisado e estamos executando o serviço de forma manual”, explicou.

O coordenador do curso, Professor Flávio Leão, ressalta que este procedimento deveria ser mecanizado e exalta a disposição dos acadêmicos em ajudar. Leão explica ainda que este excesso pode trazer consequências às águas. “O excesso de algas desencadeia processos que comprometem a qualidade das águas, reduzindo a sua oxigenação. Isto pode implicar na emissão de odores, morte de animais, além de alterar a turbidez da água, sua coloração”, resume.

Para Ana Cristina Soares Ramos, do 3º período, este trabalho vai além do aprendizado profissional. “É gratificante fazer parte deste projeto e poder ajudar a comunidade. Todos devem ajudar a preservar a lagoa da nossa cidade. Preserva-la é para o bem de todos”, comentou. 

 

Trabalho em grupo

A limpeza é realizada pelo Grupo de Pesquisa em Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos das Faculdades Santo Agostinho. Os acadêmicos disseram que não há como precisar a quantidade de material que já foi retirada do local.

Lago

Foto: Cibele Bertholi