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XIII Semana de Arquitetura e urbanismo

​​​​​​​Devemos trabalhar com todas as diversidades urbanas e suas complexidades”, ressaltou Dietmar Starke

Aberta oficialmente na noite desta quarta-feira, 18, no Campus JK, a XIII Semana de Arquitetura e Urbanismo, idealizada pelo Curso de Arquitetura e Urbanismo das Faculdades Santo Agostinho. A semana promoveu um amplo debate sobre a gentileza urbana, interferência urbana em favelas, tendo como principal palestrante o renomado arquiteto e urbanista Dietmar Starke. O encontro é uma oportunidade para que futuros profissionais da área tenham contato e conhecimento acerca de grandes trajetórias e profissionais que se destacam na área em âmbito nacional e internacional.

O diretor geral da instituição, professor Antonio Augusto Pereira Moura, em sua fala ressaltou a qualidade da Semana de Arquitetura e Urbanismo pela sua importância, com continuidade e qualidade dos palestrantes. “É com muito orgulho que afirmo que é o maior evento desta área em Minas Gerais, pois nenhuma instituição de ensino realiza um evento com a qualidade e envolvimento que se observa aqui nas Faculdades Santos Agostinho. A participação dos alunos é perceptível, dos professores, inclusive na interferência arquitetônica e urbanista da cidade, na região e fora dela. Estamos no caminho certo”, ressaltou.

O palestrante da noite, Dietmar Starke concluiu pós-graduação em Urbanismo pela Universidade de Stuttgard, Alemanha, mestrado em Urbanismo na Universidade “HdK - Hochchule der Kunste”, em Berlim. Starke realizou vários projetos, exposições internacionais de arte e arquitetura em diversos países: Alemanha, Alemanha Oriental, Áustria, Eua e no Egito, onde projetou o Centro de Mulheres do Mundo Islâmico. Ele coordenou com Ernst Multhaup a confecção da proposta do primeiro “Masterplan para a unificação das cidades de Berlin Ocidental e Oriental”; parceiro integrante e consultor da Stiftung BAUHAUS.

O arquiteto, ganhador do prêmio internacional de arquitetura Architizer Arward 2015, também destacou as suas contribuições e estudos para a interferência urbana em favelas do Rio de Janeiro, em especial Jacarezinho, nas paisagens urbanas com até 100 mil habitantes, os anseios e problemas encontrados e como lidou com essas adversidades até a implantação da favela/bairro, o primeiro projeto da Bauhaus construído após a Segunda Guerra Mundial, o projeto Célula Urbana/Bauhaus-Dessau, com ênfase na sustentabilidade econômica e ambiental. “Todas as favelas do Rio têm problemas, mas como urbanistas temos que ser como médicos. Escolher a que mais precisa de interferência urgente. Tivemos que superar grandes barreiras, pois profissionais não queriam trabalhar nessas localidades por medo, inclusive, por receio pelos alunos. O problema existe de fato, mas entramos na Jacarezinho e ela é um projeto que envolve a pobreza e emancipação e crescimento dessas pessoas. Temos que ter um olhar para os excluídos, uma questão prática, pois um país só consegue ser independente e evoluir, se as pessoas se sentirem parte de um todo. Podemos, sim, fazer um projeto de qualidade dentro de uma favela e transformar uma cidade. A gente quer sempre a inclusão, a pluraridade e trabalhar todas as diversidades urbanas e suas complexidades”, finalizou.

Leandro Moreira Petrônio, 3º período de Arquitetura e Urbanismo das Faculdades Santo Agostinho, disse que ficou maravilhado com a trajetória do arquiteto e urbanista Starke. “Achei sensacional, pois ele apresentou as várias facetas da arquitetura para os estudantes, principalmente para quem está no começo. Ele conseguiu lincar a época do Egito, as histórias que aconteceram e foram importantes para sua carreira e que ajudaram a dimensionar a arquitetura que precisa ser implantada”, destacou o acadêmico.

Outro que também estava muito satisfeito com a qualidade da palestra foi o acadêmico do 10º período, Renato Caldeira Cunha, que ressaltou sua participação em todas as semanas de arquitetura e urbanismo desde que iniciou o curso, mas que, este ano, ficou surpreso pela presença do renomado palestrante. “Ele passou para a turma uma perspectiva grande da arquitetura e de como devemos cuidar, principalmente das cidades, pensar as cidades, melhorar o urbanismo, pois as cidades são as pessoas e o seu pensamento é no todo”, disse.

Na manhã de quinta-feira, o arquiteto, acompanhado por acadêmicos e professores das Faculdades Santo Agostinho visitou o centro histórico de Montes Claros e fez observações arquitetônicas na Praça da Matriz e Mercado Municipal.

O encontro prossegue até sexta-feira, 20, com minicursos, mesa redonda e palestras importantes. Na tarde desta quinta-feira, o artista plástico Sérgio Ferreira abordará o tema “Arte Plural” e a diversidade que compõe a sua obra. À noite, duas palestras com Flávio de Castro, formado pela Escola de Arquitetura da UFMG e especialista em Geoprocessamento pela PUC Minas, doutorando no Núcleo de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFMG, com experiência de 30 anos na iniciativa privada no desenvolvimento e gestão de projetos, e também uma trajetória no setor público, na área urbanística e de projetos sociais, e na sequência o Arquiteto e Urbanista Vinícius Almeida, formado pela Universidade Federal de Viçosa, membro da Associação Mineira de Engenharia de Incêndio (AMEI) e que atua com aprovação de Projetos de Segurança Contra Incêndio e Pânico.